OPINIÃO // “Dia de Finados: entre a saudade e a eternidade”

Por Márcio Meira – Amaraji (PE) 

OPINIÃO // “Dia de Finados: entre a saudade e a eternidade”
Foto: Canva

O dia 2 de novembro, conhecido como Dia de Finados, é um momento em que o tempo parece desacelerar para dar lugar à memória, à saudade e à reflexão. É o dia em que as famílias se aproximam, ainda que em silêncio, daqueles que partiram para a eternidade. Nas lápides, as frases curtas, “eternas lembranças” ou “saudades da família”, resumem o que as palavras nem sempre conseguem expressar.

Mas além das flores e das velas, há um convite à introspecção. Pensar no modo como cada um deixou este mundo é, de certa forma, um exercício de humanidade. A morte, tão inevitável quanto misteriosa, desperta o desejo de acender não apenas a luz da vela, mas também a da alma, uma forma simbólica de manter viva a presença de quem já não está fisicamente entre nós.

O Dia de Finados não é apenas uma data de luto, mas de reconexão. Entre lágrimas e lembranças, revivem-se momentos que moldaram a vida em família e que continuam a existir no coração. É um dia de silêncio, sim, mas também de amor, o tipo de amor que atravessa a ausência e transforma a saudade em eternidade.